sábado, 16 de novembro de 2013

Aonde encontro neve?

Percebi que todo o ano, em novembro, eu começo com as contagens regressivas. Sempre fiz isso. Para o último dia de aula, e para o natal, para o aniversário e ano novo. Nunca tinha entendido o propósito disso até agora. 
Terminei uma série de livros. Bom, pelo menos todos os que já foram publicados da série. Daquelas séries que realmente mexem com suas emoções e com seu jeito de encarar as emoções e comportamento dos outros. Ai você não sabe mais em qual mundo pertence. Grande parte de ti quer pertencer ao mundo do livro. Pode ser mais difícil e talvez até muito fantasioso, mas nenhum problema do livro assusta mais do que a realidade. 
Realidade é aquele bichinho que você tenta inventar do seu jeito, mas quando encosta a cabeça no travesseiro percebe que não é nada disso. Ela tem vontade própria e se você não engolir ela com todo aquele gosto de losna enfarpada, você sucumbe. E ai existem os livros pra te dar aquela fuga básica dessa atmosfera assustadora cheia de realidade. 
Pode ser um problema ficar muito tempo longe dela, mas ao mesmo tempo, ficar muito preso a ela vai lhe deixar nada menos que cético para tudo que possa valer a pena. 
Não que toda a realidade seja difícil ou ruim de engolir, mas é em sua maioria. Vencer aquele medo da dor de verdade e das lágrimas de verdade, vencer o medo de acreditar e cair. Pra lidar com a realidade é preciso um pouco de "faz de conta".
Depois que você passa tanto tempo com a realidade, você pensa de mais. E não para de pensar. PERIGO!
"overthinking", torna toda a realidade em uma distorção ruim dos fatos, que você pode controlar e são menores do que parecem. Ter vivido esses últimos dias no mundo da série e estar corroendo de tristeza por ter que me abster dele por um bom tempo até o último livro ser publicado, me fez perceber que errar ou acertar, não é questão de vida ou morte (a menos que você seja um médico). Me refiro aqueles pequenos erros, em que nossa mania de pensar de mais cria um pedestal. 
Tire seus problemas do pedestal. Há um ano eu estava aqui contando 40 dias para o fim do ano (faltam 45 agora) e reclamando de como meu 2012 foi uma caquinha. Eu poderia ter o mesmo olhar para 2013. Ai eu dei um passo atrás, virei de ponta cabeça, virei 2013 do avesso, não estava procurando algo específico, além de uma opinião diferente do que todas aquelas que colocam em nossas cabeças.
Então encontrei aquele sentimento de alegria tão intensa que eu chamei de "nevando". Nevando pois naquela noite que nevou eu ri tão livre. Eu senti que podia voar. Eu vi que não se dá nome para a felicidade outra vez. Você não pode dizer que vai ser feliz, se e somente se isso ou aquilo acontecer. Há coisas que nos chateiam, mas ao mesmo tempo há maneiras de enfrentá-las como oportunidades ao invés de pontos finais. 
Você pode encontrar seu estado de neve quando menos espera. Quando mais precisa. Quando você deixou de acreditar que receberia uma mensagem de alegria, e de repente (BUM!) toda sua perspectiva muda.
Você entende que as melhores alegrias são aquelas que se aproximam em silêncio e te pegam de surpresa. Particularmente eu odeio surpresas, uma vez que não sei como reagir sem nenhum planejamento. Mas ai o tico e o teco decidiram funcionar. (PLIN!)
Quando me senti nevando, eu não esperava por neve. Não contava que isso fosse possível, mas não coloquei a neve como algo que em sua ausência me fornecesse sofrimento. Eu senti isso lendo meus livros com finais imprevisíveis. Sei que não é sempre que haverá neve. Mas sei que posso esperar pelo inesperado e ver acontecer, aquele sorriso bobo e a liberdade de uma criança outra vez.
Contagens regressivas é só mais uma das minhas manias que vou manter, não por esperar algo especial no fim, mas por ser aquele tipinho que mantém manias sem sentido, como deixar sempre a última bolacha do pacote, guardar o frasco de perfume vazio, escrever textos quando minha mente está atribulada por uma overdose de leitura e blá, blá, blá...

domingo, 20 de outubro de 2013

1, 2, 3 pra mim!

Depois de três meses sem escrever, voltei por aqui pra deixar um monte de asneiras e rabiscar umas filosofias de bar.
O pior defeito de um cão é o fato de ele não ser eterno. Tenho um "rebaixado" há 13 anos e vejo como fica cada vez mais doente e debilitado. Além dos problemas de idade conseguimos atropelar ele na garagem de casa no sábado passado, acabando com o seu equilíbrio nas patinhas traseiras. 
Ele está se recuperando, mas o susto que nos deu foi o suficiente para entender o quanto a vida é frágil e como somos vulneráveis a cada mudança brusca que ela nos traz. Há um mês atrás um rapaz de 19 anos sofreu um acidente de carro e veio a falecer. Com ele foram-se os sonhos, as piadas, os segredos, as mensagens no celular desejando boa noite e a agenda de sair com os amigos para aquela festa no feriado. 
Foram os sonhos de uma mãe e o ombro de vários amigos. Eu não o conhecia muito bem, mas imagino como dói perder um amigo assim tão próximo. A ausência nos causa sede de respostas. Somos como qualquer criança brincando de esconde-esconde querendo ser lembrado para não ficar ali escondido a brincadeira toda, mas ao mesmo tempo tentando se esconder até conseguir bater no ponto para não precisar sair procurando. 
Sentimos a necessidade de que tudo que vivemos ou sofremos faça sentido. Tudo precisa ser explicado, pois o sentimento de estarmos confusos e não encontrarmos a razão para as coisas nos faz pensar de mais. Pensar de mais estraga a vida.
O pensamento é a ferramenta que nos move e nos faz assumir o risco de qualquer escolha. Ai é que está! Quando pensamos demais não assumimos riscos. Pensar nos deixa cautelosos e assim congelados, pois tememos que a falha seja maior que a vitória. Isso só acontece quando você se dá por vencido e não luta realmente pelo que deseja...
Acontece que para não ficarmos tão racionais, precisamos desenvolver fé. Fé na vida, nas pessoas, nas oportunidades... A fé nos faz voar, mas não garantem que não vamos cair. Acreditamos que vamos viver para sempre e costumamos adiar nossa felicidade para o mais tardar possível. "Só se vive uma vez", eles dizem, porém de que adianta fazer as coisas como se não houvesse amanhã, mas e se eu realmente quero ter um amanhã?
Pare de acreditar em um amanhã melhor e comece a acreditar no hoje e no agora. Corra atrás das amizades quebradas e abrace forte quando sua vontade é de socar a pessoa. Quebre os muros que te separam da paz e da felicidade, sorria para os detalhes e agradeça até quando as coisas deram errado.
Não para ser um bobo alegre, mas para enxergar em cada falha a oportunidade de tentar outra vez e blá, blá, blá...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

25 de Julho. O dia A..B...C

De escritor e de louco, todo mundo tem um pouco... a frase não é essa, mas todo o escritor gosta de contar os fatos da sua maneira própria, pessoal ou impessoal. 
É terapêutico sentir o poder de descrever em linhas aquilo que está violentamente se debatendo, embaçado na nossa cabeça e coração. É auxiliar ao escrever situações loucas e incomuns para fazer leitores do mundo todo, se sentirem confortáveis e aconchegados nas linhas que os fazem parecer um pouco menos malucos. 
É nostálgico e alucinante o ato de expressar tudo o que vai por dentro, que está escondido, o que está óbvio mas não quer ser visto em linhas que podem mudar o curso de uma vida ou desestruturar uma já construída. 
Livros e recados. Poemas e canções. Cada pedaço de papel que se torna berço de uma nova ideia, é digno de uma moldura de honra e máxima atenção de seus leitores. Tirando lágrimas, sorrisos, suspiros profundos, deixando o pensamento vago e transportando para outro mundo. Escritores pelo mundo todo parecem narrar a nossa vida por saberem expressar tão bem aquilo que não conseguimos entender na prática.
As letras que se juntam para formar as palavras, as palavras formando frases, as frases formando textos de inexplicável conexão com nosso maior desejo de fuga e de compreensão. Escrever é ter na ponta dos dedos o dom de ouvir o pensamento mais profundo e o sentimento mais sufocado de um coração que sofre. É também o dom de fazer sorrir um rosto que está regado de tristezas e carrancas, fazer sonhar um descrente do viver. 
Hoje é o dia de quem, mesmo sem se convidar, invade nossas mentes, clareia aquilo que não compreendemos e molda nossos pensamentos para entendermos que o mundo não é lugar de ninguém. O mundo é lugar de quem queremos que ele seja. Nosso mundo pertence a quem possui nossa atenção. Nosso mundo é aquilo que construímos com sonhos que não morreram e decepções que nos edificaram. 
Dida de Escritores de humor e de amor, de tragédia e de comédia, de notícia e de fofoca, de livros e folhetins, de blogs e de Gibis... Escritores da nossa história e de blá blá blá


domingo, 7 de julho de 2013

Chocolate é o melhor aliado


Já mencionei aqui que as lembranças. Têm a força de te deixar para baixo ou te carregar para um mundo de onde você nunca mais quer voltar...

Quando eu tinha 7 ou 6 anos de idade, eu tinha uma namorada na escola. Sim na pré escola. ("Mas você era muito novo pra saber o que era isso" " claro que tinha, ahaaam". "mimimi" Foda-se,) e na época tudo o que eu conhecia sobre amor e relacionamentos era o que eu assistia em Chiquititas ( shame on me).
Porém um dia, eu aprendi da pior maneira que relacionamentos são bons, mas podem causar um impacto emocional destruidor quando acabam.
Cheguei a escola e como todas as manhãs guardei um lugar para a "namorada" e emprestei os materiais, dividimos lápis de cor, fizemos cartões um para o outro. Aquilo que achávamos ser um relacionamento que era apenas uma brincadeira inocente. 
No recreio fui encontrar ela com algumas amigas quando percebi que algo errado estava prestes a acontecer. Foram os piores momentos da minha vida. Posso ter tido experiências que seriam mais traumatizantes, mas você nunca esquece o primeiro acidente de carro ou sua primeira cirurgia. Assim como eu estava prestes a ter a mais dolorosa memória de um coração partido pela primeira vez. 
A garota afirmou ter me visto com outra no caminho para o pátio trocando beijos, e que a sua melhor amiga era a testemunha disso. Obviamente eu não sabia do que estavam falando e até tentei negar mas elas sairam e depois do recreio eu sentei com os excluídos da sala pois era lá que se encontrava minha lancheira ao chegar do intervalo. 
Entrei no estado automático e fui até o ônibus. Era o último a ser entregue pois morava no bairro mais distante na época e no caminho minha irmã tentou me fazer cócegas ou me animar mas não conseguiu tirar nada além de sorrisos tortos. 
No instante que entrei em casa minha mãe perguntou o que minha irmã tinha me feito para eu estar com cara de choro. (irmãos mais velhos, entendam, vocês sempre levarão a culpa). eu abracei ela bem forte e comecei a chorar muito. Certo, estou com um sorriso no rosto agora por desenterrar isso e imaginar a cena vista de cima, como apenas parte da plateia. E eu sei que muitos não acreditam pois parece ser muito drama para uma criança, mas perguntem a minha irmã ou mãe e elas poderão confirmar toda a história. 
Em prantos e agarrado na perna da minha mãe eu tentei explicar que a "Fulana" tinha terminado comigo por causa que Siclana tinha me visto com outra garota. 
Eu não sei quanto tempo levou para minha mãe parar de rir, junto com minha irmã. E eu acho que ri junto com o nervosismo, mas depois que eu me acalmei um pouco, minha mãe nos levou até a cozinha aonde ela já estava se preparando para fazer um bolo. 
Ali ela ensinou a fazer "nega maluca" e eu basicamente quebrei dois ou três ovos no chão antes de acertar a bacia.( se for contar, até hoje eu já sacrifiquei uma granja inteira, pois eu sempre derrubo um no chão). Ela colocou para assar, e fez a cobertura. Depois de alguns minutos esfriando nós sentamos para comer e eu ainda estava ranhentinho de tanto chorar, mas aquele bolo estava bom. Eu não digo isso pelo sabor ao paladar, mas ao coração.
Chocolate sempre foi um grande aliado de corações partidos, mas aquele bolo vinha com um carinho e um amor que eu não encontrei igual até hoje. Minha mãe naquele dia me mostrou que na vida eu ia ter meu coração partido, e quem sabe eu nem tenha feito algo por merecer isso, mas que sempre haveria um jeito de adoçar a vida e fazer dela uma deliciosa brincadeira.
Eu aprendi a ler cedo e sempre fui adepto a romances. Sempre tive esse tipo de carência exagerada de achar que alguém que me fizesse sentir assim como minha mãe fez iria aparecer. Sim eu sei que muitos garotos pensam que toda garota que eles conhecem pode ser o amor da sua vida, mas isso é pelo fato que garotos não são nada bons com sentimentos.
São fujões. Muitas vezes a falta de atitude é o medo de entrar nesse campo desconhecido das emoções. Para uma garota, sim é mais intenso, mas ela é sentimental por natureza (umas mais, outras menos) e sabem lidar com isso eventualmente. Mas para um garoto, não existe plano de fuga em potes de sorvete e barras de chocolate. Para mim não existiria se não fosse aquele bolo com sabor de um abraço forte. 
Eventualmente as coisas tem um fim. Os "para sempre" que queremos que existam, podem não durar o quanto queremos que durem. Posso fugir para os livros e preferir me calar do que correr atrás ou tomar uma atitude. 
Os olhos puxados, o sorriso de covinhas, os allstars, gostar de pokemon, curtir as mesmas músicas old school, querer ir para Nárnia, e me fazer sentir normal e abafar todos os paradigmas que fazem um barulho enorme nos nossos pensamentos. Isso é um sonho, assim como sonhar que o ser humano pode voar sem ser em um avião ou em um videogame. Eventualmente, haverá um momento. Um daqueles que eu não planejei, e que vai ser único. Mas enquanto esse momento não chega, e eu não quero apressar para isso, eu vou continuar sonhando. 
Não existe a pessoa perfeita, mas existe aquela pessoa errada que completa o nosso jeito errado de ver o mundo e chamamos isso de perfeito e blá blá blá...


sábado, 22 de junho de 2013

A última Bolacha

Frescura tcs tcs tcs tcs... Pode ser frescura tbm....
Muita gente se perguntando, "que que é isso de última bolacha que taaaanto comento" 
Pra quem me conhece, sabe que não é de hoje que eu não como a última bolacha do pacote. E não como mesmo! Acho que nem morrendo de fome eu comeria a última bolacha do pacote, pois ai eu mataria a fome e depois ia ficar em estado de choque pro resto da semana. Eu só não suporto a ideia de que mais uma coisa tenha fim.
É, ridículo! Mas eu deixo o último restinho de coca-cola na geladeira e a última batata frita no pote, a última colherada de brigadeiro na panela. Não me importo que alguém coma e acabe de vez. E até ofereço sempre prq ai não cabe a mim decidir dar um fim naquilo ou não.
Nos ultimos dias vi uma coisa que eu achava maravilinda acabando e até agora estou me perguntando prq disso. Sei que tudo acaba pra que algo novo comece e que sempre há mudanças e por mais que não entendamos elas sempre serão para melhor. Mas eu acho que tem coisas que deveriam ser eternas.
Voltamos de novo naquilo de espernear e fazer manha até ganhar o que queremos. Mas é inevitável. Quando cansamos de bater a cara no muro e entendemos que só vamos dar com os burros n'água, paramos de tentar e começamos a reclamar.
Queria que isso fosse verdade, mas como a minha última crise do twitter mostrou, pra eu esquecer tenho que mudar quem eu sou! a COINCIDÊNCIA tem um limite. Quando muitas coisas são semelhantes, você pode chamar de COINCIDÊNCIA,  mas quando TUDO é semelhante, e quando a parte que não se assemelha se completa, me diz como isso pode não ser chamado de PERFEITO?
Me diz como você não desejar algo assim?! é  uma droga você ver o sonho da sua vida ali, na sua frente, com um sorriso tímido e covinhas do lado, e descobrir que não pode ter, e nem pode tentar lutar por isso. 
Não acredite em tudo o que você pensa, eles dizem. Mas vai falar isso pra um bipolar que nem sabe o que pensar direito. Mesmo sendo bipolar a coincidência se choca em tooodas as minhas personalidades.
Sabe aquele sorriso que a partir do momento que você vê o mundo para? Isso não existe só em música. Parece apaixonaaado e ilusório, quem sabe sonhador de mais. Mas isso existe de verdade e a partir desse sorriso, não importa como, você sabe que fará de um tudo para manter ele ali para sempre, pois é a melhor coisa que você já viu.
Você descobre que consegue vencer seus maiores limites por mais doses daquele sorriso e descobre que seu maior medo se torna realidade. Mas ai você descobre que não pode fazer mais nada. Algo mudou. Aquele direito que você jurava ser tão seguro foi tirado de você e você nem viu acontecer. 
E ai você sofre. Você sofre pois nada parece estar certo. Os seus melhores cantores ficam desafinados e até o clima parece estar arruinado. Tudo colabora para que as lembranças de algo que você nunca teve e os planos que você nunca realizou fiquem constantemente gritando em sua mente, te impedindo de pensar.
A vontade de nunca ter conhecido tamanha alegria e tão belo sorriso é enorme. Por que? Me diz como pode ser bom você saber que em algum lugar, há uma versão viva de tudo o que você sempre quis, mas você não pode ter? 
Dizem "Se for correr atrás do sonho e não encontrar, então vá a outra padaria!"
MAS EU NÃO QUERO IR! eu quero ficar, eu quero fazer birra como uma criança que pede " mãe, depois disso eu nunca mais te peço nada!" e quero acreditar que há algo pelo que valha a pena ter esperança, vencer o medo, se entregar.
Ter esperança. To cansado de ter esperança. Não sei o que faria se pudesse ir pro final desse livro pra ver no que vai dar. E é por isso que eu amo tanto ler, mesmo que o autor não termine o livro do jeito que você queira, ele é quem vai decidir. Não cabe a você decidir nada. Só acompanhar e se emocionar com a história.
Odeio ter que abster-se de abraçar quando o que eu mais queria era abraçar. e saber que teve um fim, quase mata. Eu aceito que a bolacha acabou, e talvez eu tenha comido rápido de mais, mas eu vou deixar a última bolacha ali. Se ela ficar verde e velha, não ligo. Eu nunca vou comer ela e não prq n me sinto "digno" de ter ela, mas para saber que pelo menos esse final eu escolhi não ter. Foi um final em que eu sabia que ia acontecer, mas deixo lá, sem acontecer. Pra me sentir infinito.
Um texto CHEIO de mimimimimi e que como sempre vai terminar com blá blá blá...

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Mistérios da Meia Noite

Não. Não consigo dormir.
Vem milhões de lembranças. de coisas mal resolvidas. De pessoas que eu posso ter magoado ou que tenham a impressão errada sobre mim e por algum motivo idiota eu sinta a necessidade de consertar as coisas.
Temos essa mania de sobrecarregar nossas mentes com teorias sem fundamentos. que se chocam e mudam a cada semana. Temos essa mania incessante como uma coceira da picada de um borrachudo, de descobrir os maiores dilemas da vida. Queremos respostas. Queremos um porque. 
Nossa vida é movida por perguntas e escolhas, mas isso nos vicia a querer descobrir tudo. Queremos pular o tempo de infância e descobrir o que é namorar. Queremos descobrir o que é ter alguém especial. e sobrecarregamos nossa mente pois não é a hora.
Então vivemos essa vida medíocre de incertezas e inverdades, sempre pulando de galho em galho, sem rumo.
Eu tenho 19 anos e me sinto estafado. E há mais novos em estado pior. Estresse, depressão, crises existenciais. Coisas que deveríamos sentir, quem sabe na velhice ou na meia idade, já sentimos antes de que deixemos a adolescência por completo.
Buscamos esperança. Buscamos nosso futuro. E ficamos tão presos a essa ideia de que seremos o futuro que acabamos esquecendo que futuro não se faz sem um presente. Passei por cargas emocionais cedo de mais, e eu escolhi correr atrás disso.
Já quis culpar a todos, pois o ser humano não foi feito para suportar a culpa. Foi a sociedade. Foi a falta de ensino de qualidade nas escolas. Foi a falta de leitura. A falta de amigos. A falta de carinho e atenção.
Culpamos aquilo que não está ao nosso alcance por simplesmente não estar em nossas vontades o desejo de esticar os dedos e alcançar. Colocamos em um pedestal aquilo que não possuímos e assim temos a desculpa perfeita para tornar sonhos impossíveis e planos irrealizáveis.   
Eu tenho muito pela frente, e isso é o que mais ouço. Mas se já cansei antes de uma vida que tenho pela frente, como posso suportar as cargas que devem aumentar com o tempo?
Damos corda de mais a um soldado de chumbo com a perna quebrada. Não há razão de não querer desistir e sentar para assistir as coisas desmoronarem. Quem sabe fazer uma pipoca, de microondas mesmo, para não ter o trabalho de cuidar da panela. 
Sinto falta daquilo que me desafia, mas me preocupo pois tudo não passa de cuidar das aparências. Somos cobrados desde cedo, a ter uma vida com um rumo certo. Sem tempo de escolha. Não  podemos perder tempo para analisar as opções, já que teremos o resto da vida pela frente. Resto mesmo. Resto de algo que ninguém quer.
Já que minha mãe está sempre presente em meus textos com seus ditados de meias palavras para bons entendedores, aqui vai mais um : "Por fora, bela viola! Por dentro, Pão bolorento!" A capa está sempre bem cuidada. Propaganda é a alma do negócio. Mas o conteúdo é vazio, podre e sem graça. 
Vamos correr atrás do vento e conquistar mais pedestais para sustentar nossas desculpas, assim ninguém mais precisará se preocupar em correr atrás de seus sonhos e blá blá blá

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A flor do campo é o alecrim -xoxo

"Gossip Girl here your one and only source into the scandalous lives of Manhatten's elite"
Ontem vi seu último -xoxo, e ai lembrei de que comecei a escrever o Inside.R justamente por estar assistindo esse seriado. Eu não preciso dizer da melhora considerável que tive no meu inglês, sem falar na constante adrenalina de descobrir quem era a tal da gossip girl. E desde o princípio eu desconfiei dessa pessoa. ACERTEI! (But who is she? That's another secret I'll never tell. You know you love me. Xo xo Gossip Girl).
Além do inglês e de gostar muito eu tenho percebido que ultimamente me preocupo mais com as coisas que me fazem bem. E acima de tudo tenho vivido aqueles dias de filmes da Disney de "acreditar em si mesmo".
Dizem que você deve pensar nos outros e não em si mesmo, mas assim como tudo na vida, tem que haver um equilíbrio. Tem que haver um ponto onde o exagero pare para tornar as coisas menos fantasiosas. 
Sempre tive essa mania meio besta e totalmente equivocada de me oferecer de mais e fazer tudo por um sorriso. E cá pra nós, um sorriso é como aquele raio de Sol em meio a tempestade ou o floco de neve no deserto. Eis o sorriso de gratidão, é claro.
Mas passar tanto tempo atrás de outros sorrisos e me doar tanto por isso, mesmo que me alegrasse não preenchia. Como aquela vela defeituosa que precisa de outras para manter-se acesa, ela ilumina igual, mas necessita constantemente ser auxiliada.
Talvez agora eu tenha encontrado o tal do equilíbrio, e não me refiro ao utópico, inalcançável,  mas o necessário e satisfatório. 
Talvez isso aconteça com todo mundo que esteja cansado de chorar por quem não vale as lágrimas, por mais que seja uma pessoa valiosa. Não derramamos a mesma quantia de lágrimas por um pedaço de ouro e por nosso animal de estimação que já se foi. 
Você se sente bem quando perccebe que correr atrás do que te faz bem é melhor do que estar constantemente na linha de fogo tentando agradar a Gregos e troianos. Diplomático sempre vou ser, mas dar um passo atrás e olhar com quem deve-se exercer diplomacia ajuda. 
É a questão da auto confiança. Como você supõe confiar em alguém se não confia em si mesmo? 
Quando você descobre que dá tudo de si pra quem não quer nem um pedaço e há outros dando muito mais do que você pensou em oferecer, tudo para te ver sorrir, você entende o valor que tem. Correr atrás de quem não te quer bem, ou no mínimo não se esforça pra tornar seu dia, por pouco que seja mais confortável, tira toda a confiança que você pode ter em si mesmo.
Não adianta então amar ao próximo, se você não ama a si mesmo. Se sua insegurança é maior do que sua vontade de amar. Não adianta caçar borboletas se você não tem um jardim bonito para elas viverem.
Correr atrás do que é bom para você só te faz bem, quando aquilo não prejudica a ninguém... ninguém incluindo a você mesmo.
Chame de egoísmo ou de palavras tolas, tipo mimimi, mas eu aprendi assim, (que a flor do campo é o alecrim) que antes de dar a cara a tapa, eu devo saber que há chance real de eu realmente quebrá-la e blá blá blá...