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domingo, 2 de dezembro de 2012

Um lugar pra chamar de Lar

A culpa é da minha baixo auto estima se eu me sinto feio quase o tempo todo, e julgado por todos, e considerado insuficiente, desprezado, saliente, irritante, infantil, desnecessário, no mínimo suportável?
Minha mente é aberta aos poucos a cada dia nesse blog, e algumas pessoas vem me dizer que adoram o que eu escrevo, até porque escrever é um dom e isso eu reconheço que tenho. Não sou o melhor e de longe vou ser o melhor escritor, mas falsa modéstia é coisa da contagem de 40 dias pra trás.
O que não é bonito é levantar todos os dias e sentir aquele vazio, não de amor, nem de carinho, mas um vazio de função. Cada peça do tabuleiro de xadrez é essencial para alguma coisa. Mas eu me sinto um peão que vem de sobra em caso de perda. 
Lutar pra me sentir notado sem necessidade alguma me torna um tanto quanto desesperado por atenção e carinho. O problema começa quando alguém me trata como desnecessário, e ai ao invés do psicótico aqui pensar " no momento não precisam de mim" ele pensa " Eu estou sempre sobrando, sem saber em qual lugar eu posso encaixar".
Sabe quando você estava montado um quebra cabeça e de repente surgia uma peça que parecia com um pé ou uma orelha, talvez um dedo, e você tinha que deixar ela de lado pra montar todo o quebra cabeça primeiro e descobrir a que maldito lugar ela pertence?(sou eu)
Estou de lado aguardando o lugar em que me sentirei confortável, funcional e útil para todo esse quebra cabeça. Alguns chamam esse lugar de Lar, que não é um lugar físico, uma casa, um prédio, um residencial ou de baixo da ponte. É  um lugar em que sentimos que tudo nos abraça e nos deixa respirar aliviado. 
Quando ficamos muito tempo sem esse Lar, perdemos identidade, ou seja, nos perdemos no meio de opiniões para tentar nos adaptar ao meio que é hostil. Nos agarramos a ideias de conforto passageiro, mas elas tem um prazo de validade, e mesmo depois que essas ideias estão jogadas por terra, nos sentimos terrivelmente abandonados, mesmo sabendo que teria um fim.
Então podemos tontear até a morte como um mosquito ao redor de uma lâmpada, ou acordar pra vida e seguir o que temos de mais forte, o Instinto.
Faça o que for certo para você e não o que querem que você faça. Viver longe das expectativas dos outros e cometer seus próprios erros é o que te diferencia de uma cafeteira que foi feita para o café e só para isso, ou uma máquina de lavar roupas que não deve ser usada para fazer milkshake(imagina que loco! :P)
Quando somos nocauteados pela vida, ficamos caídos e sem sentido por alguns momentos e ai resta a coragem de levantar para quem sabe um outro nocaute, ou quem sabe uma vitória. Essa luta começa com a primeira decisão que você toma  entre as coisas que não vem com prazo de validade e blá blá blá