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domingo, 20 de outubro de 2013

1, 2, 3 pra mim!

Depois de três meses sem escrever, voltei por aqui pra deixar um monte de asneiras e rabiscar umas filosofias de bar.
O pior defeito de um cão é o fato de ele não ser eterno. Tenho um "rebaixado" há 13 anos e vejo como fica cada vez mais doente e debilitado. Além dos problemas de idade conseguimos atropelar ele na garagem de casa no sábado passado, acabando com o seu equilíbrio nas patinhas traseiras. 
Ele está se recuperando, mas o susto que nos deu foi o suficiente para entender o quanto a vida é frágil e como somos vulneráveis a cada mudança brusca que ela nos traz. Há um mês atrás um rapaz de 19 anos sofreu um acidente de carro e veio a falecer. Com ele foram-se os sonhos, as piadas, os segredos, as mensagens no celular desejando boa noite e a agenda de sair com os amigos para aquela festa no feriado. 
Foram os sonhos de uma mãe e o ombro de vários amigos. Eu não o conhecia muito bem, mas imagino como dói perder um amigo assim tão próximo. A ausência nos causa sede de respostas. Somos como qualquer criança brincando de esconde-esconde querendo ser lembrado para não ficar ali escondido a brincadeira toda, mas ao mesmo tempo tentando se esconder até conseguir bater no ponto para não precisar sair procurando. 
Sentimos a necessidade de que tudo que vivemos ou sofremos faça sentido. Tudo precisa ser explicado, pois o sentimento de estarmos confusos e não encontrarmos a razão para as coisas nos faz pensar de mais. Pensar de mais estraga a vida.
O pensamento é a ferramenta que nos move e nos faz assumir o risco de qualquer escolha. Ai é que está! Quando pensamos demais não assumimos riscos. Pensar nos deixa cautelosos e assim congelados, pois tememos que a falha seja maior que a vitória. Isso só acontece quando você se dá por vencido e não luta realmente pelo que deseja...
Acontece que para não ficarmos tão racionais, precisamos desenvolver fé. Fé na vida, nas pessoas, nas oportunidades... A fé nos faz voar, mas não garantem que não vamos cair. Acreditamos que vamos viver para sempre e costumamos adiar nossa felicidade para o mais tardar possível. "Só se vive uma vez", eles dizem, porém de que adianta fazer as coisas como se não houvesse amanhã, mas e se eu realmente quero ter um amanhã?
Pare de acreditar em um amanhã melhor e comece a acreditar no hoje e no agora. Corra atrás das amizades quebradas e abrace forte quando sua vontade é de socar a pessoa. Quebre os muros que te separam da paz e da felicidade, sorria para os detalhes e agradeça até quando as coisas deram errado.
Não para ser um bobo alegre, mas para enxergar em cada falha a oportunidade de tentar outra vez e blá, blá, blá...