segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Bem ou mal?


Honestamente não sei se frequentar casamentos me faz bem ou me faz mal.

Fico feliz pelos noivos, vejo o nervosismo em cada vacilo que o nervo dos lábios dá antes da noiva entrar, e nas pernas bambas do noivo naqueles segundos eternos em que a música toca e a noiva entra.
É bom ver após a cerimônia a cara de bobo dos dois que acabaram de declarar ao mundo que querem fazer da vida um do outro a melhor vida que eles poderiam ter na terra.
Mas é em casamentos que enchem os corações de "eu quero isso pra mim"... É uma droga olhar para sua vida e perceber que não há nem sombra de possibilidades de acontecer algo assim no momento. E ai vem aquela depressão pós romantismo exagerado... O que mudou nesse último casamento é que eu comecei a entender que não é somente uma escolha emocional; 
O maior erro já cantado foi "fazer valer a pena" entre a razão e a emoção. Se for pra valer a pena você estará preparado para assumir o compromisso de colocar sorrisos no rosto que vai acordar ao seu lado em todas as manhãs; Sabe aquele compromisso que vai além de uma assinatura em um papel, mas nos corações  de quem fez o acordo ?
É triste ver que hoje em dia as pessoas casam, não pelo compromisso mas pela ideia de ter alguém, como um estágio na vida, em que o divórcio é algo predestinado... 
Por isso a depressão pós casamento não aconteceu dessa vez. Eu olhei pra minha vida, vi nenhuma chance de encontrar alguém que esteja sentindo o mesmo que posso estar, e ao invés do desespero e solidão, senti a paz de entender que não é a hora. Preciso crescer, amadurecer e consertar os erros dentro de mim() pra então conseguir cuidar de alguém com a máxima dedicação que eu puder, e esse é o meu maior desejo.
Chegar no dia do meu casamento e nos meus votos matrimoniais poder dizer : " eu me preparei a vida toda para esse momento".(spoiler
Se você está desesperado por não ter ninguém, valorize a si mesmo e invista em sua aparência por dentro e por fora. Aprenda coisas novas, se torne interessante. Inove e renove, reconstrua seu coração quando a vida quebrou em pedaços, e ajude-se a encontrar alguém que realmente valha todo esse investimento.
O ingrediente que não pode faltar nesse crescimento é a humildade, pois com tanto trabalho uma supervalorização vai afastar qualquer possibilidade de encontrar alguém que vai cumprir seu compromisso e te fazer sorrir todos os dias...
Solteiro, mas em obras, pra estar pronto quando a marcha nupcial tocar e blá blá blá.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Mean to be...

Sabe aquele efeito da mola de que não importa o quanto você aperte e estique ela (se for uma boa mola) ela sempre volta ao lugar de antes? Ela vai sempre ficar no formato exato que precisa estar paara ser pressionada outra vez(o mesmo efeito dos travesseiros da NASA). Na vida isso também acontece quando falamos da pessoa certa pra você. Quando as coisas sempre voltam para uma pessoa... sempre
não interessa se você passou anos sem falar com ela, um dia vocês se encontram e parece que nada mudou, os mesmos sentimentos, aquela aceleração cardíaca, a vontade de estar perto a todo instante...
Essa semana eu li o primeiro livro de Percy Jackson e eu devorei ele, me viciei em adrenalina pois a todos os instante, queria estar lendo mais um pouco, descobrindo mais, e quando o livro acabou tudo o que eu queria é que ele tivesse só mais uma página pra eu poder continuar lendo.
Quando você faz coisas bobas, quem sabe até infantis, para se sentir perto da pessoa que é seu vício, todos te olham com aquela cara de "não aguento gente apaixonada perto de mim".
O problema é que realmente sou apaixonado por algumas pessoas mas isso não significa que devo tentar um relacionamento sério com elas e muito menos estragar uma relação(obviamente, já que sou campeão em estragar namoros)
Eu sinto que se uma pessoa é destinada por Deus para você, de um jeito ou de outro vocês vão ficar juntos, e na hora certa. Gostei muito da definição de "imprinting" dos livros da saga Crepúsculo(sim, eu li, mas isso não faz de mim um retardado que finge ser um vampiro ou fica todo besta de ouvir os nomes da série...) " De repente não é mais a gravidade que te prende a Terra. Tudo o que você faz, pensa ou fala é direcionado ao bem estar daquela pessoa"...
Socamos aqui a definição de quando você encontra o encaixe perfeito, a outra metade de sua laranja, a tampa pra sua panela, e assim vai. O interessante em saber que algum dia vamos encontrar alguém assim tão especial para nós, é que não há futuro pra se planejar, ou planos de como encontrar essa pessoa. Afinal, falamos aqui da pessoa pra passar o resto da vida ao seu lado e não de uma blusa de meia estação em que você usa poucas vezes ao ano e precisa escolher de entre várias opções.
Sentir o coração acelerar por alguém não significa estar amando essa pessoa, e ultimamente amor é a coisa que mais se confunde com paixão do momento. 
Então se você encontrar alguém que é perfeito para você, antes de tomar atitudes impensadas, pare, respire fundo e observe se você está preparado para um relacionamento com ela, e se isso é recíproco. Talvez deixar a pessoa viver sua melhor época de juventude, e dar um tempo pra si mesmo de viver isso é a melhor escolha, pois assim vocês dois podem conhecer outras pessoas e assim ter certeza que foram destinados um pro outro..
Tudo o que leva tempo pra existir tem maior valor (tipo as pérolas e os diamantes) então, pressa é inimiga da perfeição e a calmaria leva a felicidade de um casal.... Claro que tudo isso com muito romantismo dos contos de fadas e blá blá blá...

sábado, 8 de dezembro de 2012

Pronto pra saltar?

De repente me bateu uma vontade louca de andar de balanço de parquinho e pensar na vida. 
Daqueles que tinha uma competição danada na hora do recreio pra ver quem pegava o mais alto ou quem chegava mais alto no movimento do brinquedo. Desses balanços que geravam rizadas mas que podem trazer uma lição muito boa se for transformado em metáfora para a vida.
Aquele frio na barriga enquanto estávamos caindo poderia ser comparado com a expectativa e ansiedade de todas as escolhas que fazemos, e escolhemos cair, sabemos que lá na frente vai valer a pena então erguemos a cabeça e fechamos os olhos e vamos aproveitando todo o nervosismo. 
Depois quando começamos a subir, sentimos uma suavidade e uma alegria no começo aproveitando o vento que vem contra nós. Tentamos voar, pois tudo o que conseguimos no chão é pular. Sempre tentamos o impossível. o Intocável. Aquilo que não cabe a nós decidir, é justamente o que mais nos preocupamos, é disso que mais sentimos falta, pois colocamos pequenas coisas em um pedestal.
Aquilo que sempre nos está indisponível sempre será nosso maior desejo. Como se fôssemos sempre magnetizados pelo inconquistável. Sonhar e correr atrás pra provar que é capaz de fazer algo é tão eu... é tão.... nós.
Mas ai vem o final da subida do balanço, e começamos a sentir aquele gosto de retrospectiva do final de semana no domingo à noite ou aquele desejo de parar o tempo para poder dormir um pouco mais na segunda antes de trabalhar. E esse sentimento é comum em cada perda que não cabe a nós decidir.
Sempre que temos que deixar partir algo que é importante, e não há outra maneira de manter isso em  nossas vidas, sentimos esse negócio de "bons momentos que passamos". E deixar partir, dar o braço a torcer não é nada fácil. Sabemos que as lembranças são o lanche da meia-noite preferido da saudade, e que sem aquilo em nossas vidas não vemos maneira de continuar. E é ai que vem o conceito de sobrevivência e adaptação.
Então voltamos a cair, mas dessa vez de costas, pois estamos sem ação, é o curso do brinquedo. O único lugar para onde podemos ir é para trás , pro lugar aonde saímos e sem nem pensar duas vezes começamos tudo outra vez. Não por burrice, por não aprendermos com os erros , mas por esperança de que as coisas um dia serão diferentes.
Quem sabe se quando estivermos bem no topo e percebermos que está acabando e voltando tudo ao normal, vamos decidir saltar do balanço e andar com as próprias pernas, saindo do lugar, avançando sem aquela mesmice... Todos precisamos um dia da terapia do balanço para revivermos de novo e de novo e outra vez nossos sentimentos e emoções, e assim descobriremos em que lugar devemos chegar depois do salto.
E se cairmos quando saltarmos, cair, se esfolar, passar mertiolate, isso sempre fez parte da vida e blá blá blá...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Versão 1.9 e chuva de besouros

Acabei de chegar da faculdade e fazer a minha janta, mas quando eu fui fritar os negócios, pra não ficar um terrível cheiro de fritura na casa, abri a janela(péssima ideia) e então mais ou menos uns 25 besouros daqueles marrons irritantes que por alguma razão suicida e inexplicável gostam de passar raspando por sua cabeça, entraram pela cozinha e começaram a fazer do lugar uma orquestra de bater de azas. Ai meu espirito guerreiro(que?) ligou e eu comecei a estapear os bixos até sobrar só uns 10 grudados em qualquer canto da casa. Malditos besouros...
Sim, eu ainda vou escrever no inside. ;]
A versão 1.9 acabou de chegar. O engraçado que minha avó veio aqui em casa quase na hora em que eu nasci, e quando isso aconteceu foi ela quem me acompanhou até o berçário do hospital awn :3-n
Segunda-feira eu ouvi as palavras mais tranquilizantes e terapêuticas que podem existir. Nas postagens anteriores eu comentei em como eu me esforçava para me sentir aceito e apreciado, e como eu me sentia um patinho feio no meio do povo. Isso não servia só pra ferrar com a minha mente ou com a minha habilidade de socializar com pessoas, mas com o fato de que alguém pudesse um dia me querer.
E ai quando eu sai para olhar vitrines(lindas vitrines de Natal esse ano) com a minha mãe e depois parar para um lanche, ela me falou que estava orando  para que eu encontrasse alguém especial e que me aceitasse e que eu aceitasse ela também. Aquilo foi um dos dons da minha mãe de ler mentes porque na mesma hora eu estava pensando sobre esse assunto de morrer e definhar solteiro.
Eu não sei como não acreditar que minha mãe não foi um anjo naquela hora ( como ela é em todas as horas) pois uma paz imensa me invadiu, e eu não me senti mais rejeitado pelas pessoas, eu me senti integro. eu não me impunha só por fora, mas eu sentia que dentro de mim algo mudou.
Sabe aquele sonho em que você está correndo sem sair do lugar, ou caindo até que acorda com um pulo em sua cama, ou tropeça no sonho e acorda coiceando a gata/cadela que até então dormia em paz ao seu lado?(isso realmente aconteceu um dia)
Foi como se eu estivesse num daquele problemas cabeludos de física e alguém simplesmente me mostrasse um jeito mais fácil de resolver. Simples, e libertadora, aquela frase  me deixou respirar sem me preocupar com coisas que já estão garantidas. Querendo ou não um futuro já está traçado em cada escolha que eu faço.
Se você simplesmente ignorar o fato de que as pessoas que te julgam são as que mais se sentem incompletas e vazias, sem parecer um ignorante idiota, você se sente confiável o suficiente para sorrir por dentro e por fora.
Ter um pouco de cara de pau não faz tão mau assim e blá blá blá...



domingo, 2 de dezembro de 2012

Um lugar pra chamar de Lar

A culpa é da minha baixo auto estima se eu me sinto feio quase o tempo todo, e julgado por todos, e considerado insuficiente, desprezado, saliente, irritante, infantil, desnecessário, no mínimo suportável?
Minha mente é aberta aos poucos a cada dia nesse blog, e algumas pessoas vem me dizer que adoram o que eu escrevo, até porque escrever é um dom e isso eu reconheço que tenho. Não sou o melhor e de longe vou ser o melhor escritor, mas falsa modéstia é coisa da contagem de 40 dias pra trás.
O que não é bonito é levantar todos os dias e sentir aquele vazio, não de amor, nem de carinho, mas um vazio de função. Cada peça do tabuleiro de xadrez é essencial para alguma coisa. Mas eu me sinto um peão que vem de sobra em caso de perda. 
Lutar pra me sentir notado sem necessidade alguma me torna um tanto quanto desesperado por atenção e carinho. O problema começa quando alguém me trata como desnecessário, e ai ao invés do psicótico aqui pensar " no momento não precisam de mim" ele pensa " Eu estou sempre sobrando, sem saber em qual lugar eu posso encaixar".
Sabe quando você estava montado um quebra cabeça e de repente surgia uma peça que parecia com um pé ou uma orelha, talvez um dedo, e você tinha que deixar ela de lado pra montar todo o quebra cabeça primeiro e descobrir a que maldito lugar ela pertence?(sou eu)
Estou de lado aguardando o lugar em que me sentirei confortável, funcional e útil para todo esse quebra cabeça. Alguns chamam esse lugar de Lar, que não é um lugar físico, uma casa, um prédio, um residencial ou de baixo da ponte. É  um lugar em que sentimos que tudo nos abraça e nos deixa respirar aliviado. 
Quando ficamos muito tempo sem esse Lar, perdemos identidade, ou seja, nos perdemos no meio de opiniões para tentar nos adaptar ao meio que é hostil. Nos agarramos a ideias de conforto passageiro, mas elas tem um prazo de validade, e mesmo depois que essas ideias estão jogadas por terra, nos sentimos terrivelmente abandonados, mesmo sabendo que teria um fim.
Então podemos tontear até a morte como um mosquito ao redor de uma lâmpada, ou acordar pra vida e seguir o que temos de mais forte, o Instinto.
Faça o que for certo para você e não o que querem que você faça. Viver longe das expectativas dos outros e cometer seus próprios erros é o que te diferencia de uma cafeteira que foi feita para o café e só para isso, ou uma máquina de lavar roupas que não deve ser usada para fazer milkshake(imagina que loco! :P)
Quando somos nocauteados pela vida, ficamos caídos e sem sentido por alguns momentos e ai resta a coragem de levantar para quem sabe um outro nocaute, ou quem sabe uma vitória. Essa luta começa com a primeira decisão que você toma  entre as coisas que não vem com prazo de validade e blá blá blá

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Saudades de Mim

Passos em uma calçada cheia de gente correndo pra todos os lados, são só passos. Ninguém sabe que há um eco dentro daquele ser que anda de um lado para outro, se sentindo jugado insuficiente por todos que o enxergam passar. Ele vai cada vez mas rápido pois não quer ser visto. Temos esse desejo estranho dentro de nós de vender o nosso melhor. Temos que mostrar aos outros que somos os mais amáveis, os mais queridos, e perfeitos, sem erros, sem cicatrizes, sem mentes ferradas de tanto pensar sobre o que é certo e o que já deixou de ser por tanto pensar.
E é sério esse negócio de ser aceito por todos que te cercam, isso começa a manipular suas decisões para fazer o que deixará a todos felizes. Nesse meio tempo você perde personalidade e capacidade de viver por si só. Como uma criança que ganhou um irmão e agora "desaprende" a fazer as coisas para não perder a atenção dos pais.
Esse lado de criança rejeitada nunca morre dentro de nós( até os filhos mais novos vem com isso). E é algo que chega a ser consumidor, tudo o que importa é ser importante para alguém. Tire o dia de folga de agradar os outros. É possível ser egoísta sem ser birrento ou indesejável.
Quem tem amor próprio e se valoriza vai ser ouvido com muito mais frequência do que aquele que se faz de capacho para agradar a todos. Nessa mudança dos 40 dias ressuscitei o garoto atitude, que se impõe sem faltar com respeito e que mostra seu ponto de vista sem passar por cima dos outros. 
Confesso que estava com saudade desse meu lado de ação. Sorrir sem dar motivos(mesmo que esteja sozinho em uma fila de banco), chorar sem medo de lavar a alma, pular na chuva, cantar no chuveiro, comer guloseimas, ser feliz.
Não é um ponto de chegada, é um caminho de vida, as escolhas que tomamos sempre trarão consequências, e se encararmos sempre como fardos, é isso que teremos: uma corcunda de tanto carregar esses pesos emocionais. Mas se vermos essas consequências como obstáculos para continuar no caminho da felicidade, quem sabe sorrir seja o ato mais leve do dia.
Dê um pouco de amor ao mundo e você terá amor para si. Sorria para receber sorrisos e blá blá blá...

 

Poema do Filme "A Fera"


    Uma Coca-cola com Você

    Uma Coca-cola com você é ainda melhor que uma viagem a San Sebastian, Irun,Hendaye, Biarritz, Bayonne 
    ou que ficar enjoado na Travessera de Gracia em Barcelona 
    em parte porque nessa camisa laranja você parece um São Sebastião melhor e mais feliz 
    em parte porque eu gosto tanto de você, em parte porque você gosta tanto de iogurte 
    em parte por causa das tulipas laranja fluorescente contra a casca branca das árvores 
    em parte pelo segredo que nos vem ao sorriso perto de gente e de estatuária 
    é difícil quando estou com você acreditar que existe alguma coisa tão parada 
    tão solene tão desagradável e definitiva como estatuária quando bem na frente delas 
    na luz quente de Nova York às quatro da tarde nós estamos indo e vindo 
    de um lado para o outro como a árvore respirando pelos olhos de seus nós


    e a exposição de retratos parece não ter nenhum rosto, só tinta 
    de repente você se surpreende que alguém tenha se dado ao trabalho de pintá-los 
    olho pra você e prefiro de longe olhar para você do que para todos os retratos do mundo 
    exceto talvez às vezes o Cavaleiro Polonês que de qualquer maneira está no Frick 
    aonde graças a Deus você nunca foi de modo que eu posso ir junto com você a primeira vez 
    e isso de você se mover tão bonito mais ou menos dá conta do Futurismo 
    assim como em casa nunca penso no Nu Descendo a Escada ou num ensaio em algum desenho de Leonardo ou Michelangelo que costumava me deslumbrar e o que adianta aos Impressionistas tanta pesquisa 
    quando eles nunca encontraram a pessoa certa para ficar perto de uma árvore quando o sol baixava 
    ou por sinal Marino Marini que não escolheu o cavaleiro tão bem quanto o cavalo. acho que eles todos deixaram de ter uma experiência maravilhosa que eu não vou desperdiçar, por isso estou te falando isso agora. - Frank O'Hara